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Impedância

Impedância elétrica, DGM EletrônicaNeste artigo vamos falar sobre um mecanismo, uma barreira elétrica enfrentada nos procedimentos eletroterápicos desde os exames médicos aos tratamentos estéticos, a impedância. As propriedades bioelétricas das células e tecidos dão subsídios para a aplicação de diversas modalidades de corrente elétrica, na prática clínica, as quais são utilizadas, especialmente, para o controle de dores agudas ou crônicas, fortalecimento muscular ou tratamento de seqüelas neurológicas.

Para atingir o efeito desejado, a corrente elétrica gerada deve vencer a oposição imposta ao seu fluxo e atingir o tecido alvo com intensidade suficiente. Parte dessa oposição é oferecida pelos tecidos biológicos, sendo denominada impedância elétrica e representada pela associação da resistência, presente no fluido extra e intracelular, e da reatância capacitiva, característica das membranas celulares.

A corrente elétrica sempre segue o caminho de menor oposição e, portanto, a impedância do caminho (no caso, o tecido biológico) determinará a sua densidade, intensidade e o trajeto, podendo modificar as respostas biológicas por ela desencadeadas. Assim, a impedância sob os eletrodos se altera com o posicionamento e a distância intereletrodos, a localização do campo elétrico, a variação do comprimento e forma das estruturas anatômicas, bem como a quantidade de água e número de camadas do estrato córneo, sendo a queratina a principal barreira à passagem da corrente.

Os estimuladores devem permitir o uso de uma tensão elétrica suficiente para conduzir uma corrente que supere a impedância do meio condutor. Por sua vez, o profissional deve considerar a impedância intereletrodos para que, selecionando os parâmetros da corrente, se faça uma estimulação eficiente do nervo e do músculo com menor desconforto e sem riscos ao paciente.

Nesse contexto, deve-se limitar a generalização dos resultados, já que a impedância elétrica dos tecidos biológicos pode variar com o gênero, devido às diferenças na composição corporal, e com a idade, especialmente no que se refere à hidratação cutânea, variáveis não analisadas no presente estudo.

Relativamente aos restantes tecidos , a pele seca exibe uma impedância muito elevada ao fluxo das correntes elétricas. Tudo leva a crer que é o estrato córneo que, em mais alta escala origina esse efeito de barreira, dado que a resistência elétrica diminui cerca de 6 vezes após a sua remoção.

Esta circunstância complica notavelmente a determinação do potencial elétrico corpóreo, o que se pode apreciar na execução de eletrocardiogramas e de eletroencefologramas, que obrigam a utilização de eletrodos e grande superfície.

Mais ainda, tem de se recorrer ao uso de suspensões salinas ou de cremes e pastas contendo elevadas concentrações de eletrólitos, os quais são colocados entre os eletrólitos e a pele, a fim de assegurar um contato adequado.

Rusher et al dedicaram-se a estes estudos da barreira elétrica cutânea, parecendo, também, que o sexo do paciente tem larga influência na resistência elétrica. Certas alterações hormonais influem também na impedância, que diminui, por exemplo, no hipertiroidismo e aumenta em situações de hipotireoidismo.

Referências
1- Brazillian Journal of Physical Therapy – Comportamento da impedância elétrica dos tecidos biológicos durante estimulação elétrica transcutânea. Disponível em: . Acessado em: 06/07/2016.

2- M. A. CORRÊA. Cosmetologia: Ciência e Técnica – 1.ª ed. – São Paulo: Livraria e Editora Medfarma, 2012.

2 comentários sobre “Impedância

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